Sophie Turner é a Nova Lara Croft: 10 Fatos Surpreendentes Sobre a Origem e a História de Tomb Raider

Introdução

Se existe uma rainha no panteão dos videogames que já sobreviveu a tudo — de dinossauros famintos a reboots polêmicos —, essa personagem é Lara Croft.

Recentemente, a internet quebrou com a divulgação da primeira imagem oficial de Sophie Turner (a Sansa Stark de Game of Thrones) caracterizada como a nova Lara Croft na futura série do Amazon Prime Video. E não foi qualquer imagem: o visual clássico, com a trança icônica, a regata e o olhar de quem vai explorar tumbas antes do café da manhã, reacendeu a chama do hype mundial.

Mas, antes de nos prepararmos para essa nova era com a série produzida por Phoebe Waller-Bridge, que tal voltar às origens? A trajetória de Lara é cheia de curiosidades bizarras, “erros” de design que viraram acertos e uma evolução cultural que atravessou décadas.

No Frames Ocultos de hoje, desenterramos 10 relíquias sobre a história de Tomb Raider que você precisa saber. Pegue suas pistolas duplas (ou seu arco e flecha) e venha com a gente!


1. De Laura Cruz a Lara Croft: A Mudança de Nacionalidade

Você sabia que a arqueóloga britânica mais famosa do mundo quase foi uma mercenária sul-americana? Durante o desenvolvimento inicial do jogo na Core Design, o criador Toby Gard experimentou várias ideias. A primeira versão do protagonista era, na verdade, um homem. No entanto, para evitar processos e comparações diretas com Indiana Jones, a equipe decidiu mudar o gênero.

O Nascimento de Laura Cruz

A primeira versão feminina chamava-se Laura Cruz. Ela tinha um visual muito mais militarista, agressivo e uma história de origem ligada à América do Sul. Porém, a Eidos Interactive (empresa-mãe da Core) interveio. Eles queriam um nome que soasse mais “amigável” para o público anglo-saxão (britânicos e americanos).

A Lista Telefônica de Derby

A solução foi tão analógica quanto os anos 90 permitiam. A equipe pegou uma lista telefônica da cidade de Derby, no Reino Unido, e começou a procurar sobrenomes que soassem bem com “Laura”. Eles encontraram Croft. Para dar um toque final de aristocracia britânica, “Laura” virou “Lara”. E assim nasceu a Lady Croft.


2. Indiana Jones e Jurassic Park: As Inspirações Óbvias

Não dá para esconder: Tomb Raider é uma carta de amor interativa a Indiana Jones. A Core Design nunca negou isso. Pelo contrário, eles abraçaram a estética do arqueólogo aventureiro.

  • Elementos Compartilhados: Armadilhas com pedras rolantes gigantes, fossos com estacas mortais, dardos envenenados e templos perdidos.
  • Easter Eggs: Na mansão de Lara no primeiro jogo, você podia encontrar a Arca da Aliança escondida.

Além de Indy, o jogo tinha uma vibe forte de Jurassic Park. Afinal, quem pode esquecer o terror de enfrentar um T-Rex pixelado no Vale Perdido?

A Homenagem Irônica

Em jogos posteriores, como The Last Revelation, os desenvolvedores brincaram com essa inspiração. Lara encontra esqueletos usando chapéus fedora e segurando chicotes, sugerindo que “outro aventureiro” não teve tanta sorte quanto ela.


3. Neneh Cherry e Tank Girl: O DNA Punk de Lara

Lara Croft não foi desenhada apenas para ser bonita; ela foi desenhada para ser diferente. Nos anos 90, as poucas protagonistas femininas nos games eram frequentemente donzelas em perigo ou versões sexualizadas sem personalidade. Toby Gard queria quebrar esse molde. Ele buscou inspiração em duas figuras da contracultura pop da época:

  1. Neneh Cherry: A cantora pop sueca conhecida por sua atitude desafiadora e estilo urbano.
  2. Tank Girl: A heroína anarquista dos quadrinhos britânicos, famosa por seu visual punk e desprezo pelas regras.

Essa mistura resultou em uma personagem que era, ao mesmo tempo, elegante e rebelde. Lara era uma aristocrata que rejeitava a vida de chás da tarde para atirar em tigres e pular de cachoeiras.


4. A Origem Trágica da Aristocrata

A biografia de Lara Croft mudou algumas vezes com os reboots, mas a essência permanece fascinante. Originalmente, ela é filha de Lord Richard Croft. Criada na opulência da Mansão Croft, ela tinha tudo para ser apenas mais uma socialite britânica.

  • O Ponto de Virada: A paixão pela arqueologia veio do pai, mas a vida de Lara mudou após um acidente de avião nos Himalaias (na biografia clássica) ou após o desaparecimento do pai (nas versões mais recentes).
  • A Transformação: Sobreviver sozinha na natureza selvagem despertou algo nela. Lara rejeitou o conforto para buscar a verdade sobre mitos antigos. A Mansão Croft deixou de ser apenas um lar para se tornar um campo de treinamento cheio de obstáculos e um museu privado de suas conquistas.

5. O “Erro” de 150%: A Lenda do Busto de Lara

Essa é, talvez, a história de bastidores mais famosa dos videogames. Em entrevista ao The Guardian, Toby Gard revelou que queria que Lara tivesse movimentos realistas. Isso exigia muitos polígonos para a época (cerca de 540). Durante os ajustes no modelo 3D da personagem, Gard estava brincando com as proporções do corpo. Ele pretendia aumentar o tamanho do busto em 50% para dar uma silhueta mais atlética.

O Deslize do Mouse

Por acidente, ele digitou 150%. O resultado foi o visual exagerado que se tornou marca registrada da personagem nos anos 90. A equipe de desenvolvimento viu, achou engraçado e decidiu manter, acreditando que isso faria a personagem se destacar. E, bem, funcionou. Lara se tornou um ícone visual instantâneo, embora isso tenha gerado décadas de debates sobre a sexualização nos games.


6. Rhona Mitra e as Modelos Oficiais

Antes de Angelina Jolie ou Alicia Vikander, Lara Croft já tinha “vida” fora das telas do PC e do PlayStation. A Eidos investiu pesado em trazer a personagem para o mundo real através de modelos oficiais.

A primeira e mais famosa foi Rhona Mitra. Em 1997, ela foi contratada para ser o rosto de Lara na divulgação de Tomb Raider II.

  • A Performance: Rhona não apenas posava para fotos; ela era Lara. Ela gravou um álbum musical como a personagem (!), dava entrevistas in character e aparecia em eventos usando o traje clássico e as pistolas. Isso ajudou a transformar Lara de um personagem de videogame em uma celebridade virtual global, estampando capas de revistas de estilo de vida que nada tinham a ver com games, como The Face e Rolling Stone.

7. A Guerra do Marketing: Criador vs. Sexualização

Embora Toby Gard tenha criado o design visual de Lara (incluindo o “erro” do busto), ele sempre defendeu que ela deveria ser uma heroína de ação, não uma pin-up. No entanto, o departamento de marketing da Eidos tinha outros planos.

  • A Campanha Agressiva: Pôsteres de Lara de biquíni, propagandas sugestivas e parcerias com marcas de energéticos transformaram Lara em um símbolo sexual.
  • A Saída de Gard: Frustrado com a perda de controle criativo e com a forma como sua criação estava sendo objetificada, Toby Gard deixou a Core Design pouco depois do lançamento do primeiro jogo. Ele sentia que a essência da “aventureira durona” estava sendo diluída em prol de vendas fáceis.

8. O Reboot da Crystal Dynamics: Humanizando a Lenda

Em 2013, a franquia precisava desesperadamente de ar fresco. A Crystal Dynamics assumiu a missão de reiniciar a história com um foco totalmente novo: sobrevivência e humanidade.

  • Adeus, shortinho: O visual mudou. Saíram os shorts curtos e o top de látex, entraram calças cargo funcionais, botas de trilha e uma regata suja de lama e sangue.
  • Adeus, munição infinita: As pistolas duplas foram substituídas (inicialmente) por um arco e flecha improvisado e uma picareta de escalada.
  • A Dor Real: Pela primeira vez, vimos Lara sentir medo, frio e dor. Ela não era uma super-heroína acrobática desde o início; ela era uma jovem assustada que precisava aprender a matar para não morrer. Esse reboot salvou a franquia e redefiniu Lara para uma nova geração.

9. O Legado nos Quadrinhos: A Mídia Mais Longa

Muitos fãs não sabem, mas Lara Croft teve uma carreira de sucesso estrondoso nas HQs. A série original da Top Cow, publicada entre 1999 e 2005, durou mais de 50 edições.

  • O Cânone Paralelo: As histórias expandiam o universo dos jogos clássicos, mostrando aventuras que não cabiam nos games.
  • Crossover: Lara chegou a ter crossovers com a Witchblade e outros personagens da Top Cow. Recentemente, a Dark Horse assumiu os direitos e publicou arcos que conectam os jogos do reboot (Tomb Raider 2013, Rise e Shadow), servindo como ponte narrativa oficial entre os títulos.

10. Lara no Multiverso das Telas: Jolie, Vikander e Sophie Turner

Lara Croft é uma das poucas personagens de games que conseguiu transitar com sucesso para o cinema e TV múltiplas vezes.

  1. Angelina Jolie (2001/2003): Definiu a imagem da Lara clássica. A atitude, o sotaque e a presença física de Jolie eram perfeitas para a versão “super-heroína” da personagem.
  2. Alicia Vikander (2018): Trouxe a Lara do reboot de 2013 para as telas. Mais física, mais vulnerável e focada na sobrevivência.
  3. Hayley Atwell (2024): Na animação da Netflix, a voz da Agente Carter deu vida a uma Lara mais madura, conectando os eventos da trilogia nova com a clássica.
  4. Sophie Turner (Em Breve): Agora, a estrela de Game of Thrones assume o manto. Com a produção de Phoebe Waller-Bridge (Fleabag, 007: Sem Tempo Para Morrer), espera-se uma Lara inteligente, sarcástica e com uma profundidade emocional inédita. A primeira imagem oficial já mostra um respeito enorme pelo visual clássico, indicando que a série pode ser a adaptação definitiva que os fãs esperam.

E o futuro?

Com a unificação das linhas do tempo (a chamada “Lara Unificada”) que a Crystal Dynamics prometeu, e com Sophie Turner liderando a série do Prime Video, nunca houve um momento melhor para ser fã de Tomb Raider. Lara Croft provou que não é apenas uma sobrevivente de ilhas perdidas; ela é uma sobrevivente da cultura pop.

E você? Qual é a sua versão favorita da Lara? A clássica dos polígonos, a sobrevivente do reboot ou a ícone do cinema com Angelina Jolie?

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